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Pluralidade que não se reduz à unidade é confusão; unidade que não depende de pluralidade é tirania.
(Blaise Pascal)

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Poesia de ano novo

Hoje é dia de postar

Dia de recordar

De avaliar

De desejar

E de sonhar...

Hoje você vai me desejar

Saúde

Sorte

Paz

Felicidade

E

Se você for mulher

Vai terminar o texto assim:

Beijos!

Também eu farei o mesmo

Aliás, apenas responderei...

Quero saúde

Quero sorte

Quero ter paz!

Quero buscar a felicidade...

Quero, entretanto

E principalmente,

O seu beijo!

Ah! Mas se você for homem...

Se você for homem...

Se

For

Homem

(Pensando)

Serve um abraço?

Nijair Araújo Pinto

Crato-CE, 31 de dezembro de 2009.

09h53min

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Rumo a 2010...

Texto belíssimo que recebi hoje, enviado por um grande amigo que deixou de ser bombeiro de fato, mas ainda o é de coração.

Hoje pela manhã, quando estava dando continuidade a minha vintenária prática de educação física (mens sana in corpore sano), pensei (quase no auge da exaustão física), o que é um fim em si mesmo (a indagação feita sob a dinâmica do verbo SER tem conteúdo filosófico porque busca a essência).

Na verdade, penso que O RELATIVO se relaciona com OS MEIOS, e O ABSOLUTO se relaciona com o FIM. Incontinente, estabeleci nexo com a expressão bíblica segundo a qual PASSARÁ O CÉU E A TERRA E MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO. Nesta parábola se percebe a relação entre o relativo, seres humanos, que envelheceremos e morreremos, por mais vaidosos que sejamos; e o absoluto, Deus, seja qual for a concepção filosófica, moral ou religiosa dele que tenhamos.

Por nossa natureza RELATIVA, passamos a vida utilizando meios para buscar fins; e quando os alcançamos, eles se convertem em novos meios para atingir novos fins. E por quê?

Porque o que atingimos não são fins em si mesmos, são meios para atingir a um único fim, que é o ABSOLUTO (A bíblia fala que o ser humano deve ser a imagem e semelhança de Deus).

O perfeito no ser humano não é o atingimento, mas a busca e o caminhar em direção ao ABSOLUTO, ou melhor, ao único FIM. É como se caminhasse em busca da linha do horizonte e quanto maior a caminhada, mais se percebe que ela não encurta sua distância do caminhante e este não entende, mas na verdade tal linha (simbolicamente, o ABSOLUTO) não é feita para se chegar, mas para que o andarilho permaneça andando (Raul Seixas diria "não pense que a cabeça aguenta se você parar").

Não sendo Deus, o ser humano encontra sua perfeição e sua pequena medida de paz no caminhar e não no atingir.

Um 2010 de novas caminhadas para todos, sobretudo em direção à PEC 300 ou à PEC 41!

Fonseca Major BM/CE (reserva não remunerada)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Uma tarde no cinema


Shopping Cariri, 16h45min. Sentia-me o pai perfeito e o marido ideal também. Às vésperas do Natal, reuni a família para assistir ao filme Lua Nova, o segundo de uma série que anda fazendo a cabeça da garotada e dos velhos – a vida está mesmo sendo vivida em pacotes, tudo no mesmo saco e servido padrão universal, cabendo em qualquer bolso, qualquer casa e qualquer nação. E ai daquele que discordar dessa realidade padronizada! Afinal, o mundo é das minorias, sempre foi!

A sessão era de 12 anos, mas o moço da portaria falou que ‘acompanhada dos pais, ela entra’ – ele se referia a minha filhinha mais nova de apenas 7 anos. Preciso ver depois se essa anuência do moço da portaria tem mesmo respaldo legal... Juristas de plantão, uma forcinha, por favor!

Eu era o mais velho do grupo, mas, acreditem, fui o único a ter direito à meia! A esposa não estuda mais – virou empresária; as duas filhas, estudantes, alegaram que não andavam de ônibus e por isso dispensavam a carteirinha que dá direito à meia. Não pensem que paguei pela metade por estudar, não, não foi por isso! Dei mesmo foi a velha e famigerada carteirada que os milicos adoram! – abri a carteira e surgiu a milagrosa vermelhinha que tem o condão de abrir portas...

Segundo passo, segunda etapa do processo pai-boa-praça: comprar a pipoca e os refris. Na realidade seria o terceiro passo, pois eu as deixei sentadinhas e bem acomodadas antes de voltar e quase me perder entre quatro sacos de pipocas enormes (não tão exorbitantes quanto o preço que os pagou) e quatro latas de guaraná, geladinhas!

Ufa! Missão cumprida. Todo mundo sentadinho. Boquinhas abertas mastigando – nossa, a garota atrás de mim mastigava porcamente e aquele barulho de saliva misturado com pipoca moída me dava náuseas, ânsia de vômito... Quase voo em cima dela e peço: ‘moça, pelo amor de Deus, mastigue em silêncio!’ Não tenho muitas neuras, mas se tem algo que não suporto é mastigado com sonoridade de rapper.

Entrou um casal. A garota era 50%. Parecia toda pela metade. Baixinha. Loirinha. Acanhadinha... O parceiro era o típico brutamonte e tinha uma cabeça certamente inspiradora de um dos personagens do seriado Simpsons. Sentaram. E o cara começou a fazer gracinhas que acertaram em cheio o bom humor da minha caçula. De repente, eu me vejo assistindo a um diálogo fervoroso entre minha garota de 7 anos e um comparsa. Eles sorriam. Ele contava aquelas piadinhas de fim de tarde... Nisso as luzes se apagam, iniciando-se os trailers. Complicado foi explicar para minha filha que era hora de encerrar o papo com o amiguinho, mas deu tudo certo.

No segundo trailer minha atenção foi desviada. Eram três mocinhas que chegavam pra sentar. Nessa idade não basta apenas existir, tem mesmo é que aparecer! Assim, não bastasse o atraso, tinham que tirar a atenção dos presentes. Eram três belos exemplares de mulher, isso é verdade! Estavam perdoadas, temporariamente.

Vampiros... Cenas de amor juvenil... Sangue! Na cena em que a garota se cortou, pus meus instintos de homem pra fora e literalmente eu me espalhei na poltrona. Difícil explicar a reação que se seguiu, mas me veio uma vontade quase incontrolável de liberar os lastros do esfíncter e soltar um pum! Imediatamente, num perfeito ato reflexo, tranquei a saída. Li num livro de Biologia que fagocitose é uma espécie de mastigação de coisas sólidas; pinocitose, continuando o raciocínio, seria digestão de matéria orgânica líquida... E movimentos peristálticos, por sua vez, seriam movimentos involuntários que empurram os alimentos... Meu corpo naquele momento era pura Biologia metabólica, pois, apesar de não saber como se chama esse processo quando o que se move é puro ar, ao fechar o fiofó, senti um tremendo peristaltismo ascendente e, se não fecho a boca, tenho certeza que teria arrotado merda pura! Que sufoco! Eu estava suando... O cinema estava lotado, era verdade, mas as três amigas, como se sentiriam elas ao sorverem ar quente em ascensão enxertado de derivados de enxofre impregnando-lhe as narinas? Será que se entreolhariam e soltariam a sentença marcante desses momentos tão íntimos do homem e da mulher, perguntando-se, mutuamente: ‘Mulher, foi você?’. Melhor não arriscar.

Ainda com a mão à boca, tampando sei lá o que – tenho certeza que agi por preciosismo e instinto novamente – resolvi ir ao banheiro. Perdi bons quinze minutos do filme, mas estava feliz, aliviado!

Confuso pela mudança entre o claro do toilette e o escurinho do cinema, retorno ao meu assento de origem quase tateando. Achei minha poltrona. Sentei. Sorri para minha esposa, sem graça – eu sem graça, tá! Minha filha, pra variar, teve que avisar a todos do cinema que eu havia chegado: ‘Estava no banheiro, era papai!’. Claro que respondi apenas com um discretíssimo aceno de cabeça, mas, para meu desespero, dei de cara com as três amigas, todas juntas, sorrindo e olhando pra mim!

Tentei disfarçar as gotas de suor que me escapavam pela face e não dei a mínima para o que elas pensaram de mim. Dispus-me a me concentrar na cena de um beijo, mas quem me beijava ardentemente eram as pregas do fiofó, ardidas e queimando. Senti o prenúncio de que algo... Alívio! Já sem escrúpulos, liberei um daqueles flatos quentes que saem rasgando tudo e que queimam temporariamente até a alma do infeliz que os criou. As mocinhas pareceram incomodadas. Esperei alguma manifestação do público mais próximo – minha esposa até ensaiou um ‘Homem, pelo amor de Deus!’... Mas na tela, a não mais que 3 minutos do final do filme, tudo fica escuro aos poucos. Fantasia? Alucinação? Para desespero dos presentes, a fita pareceu queimar e o homem do rolo (cineastas, ajudem!). O homem do rolo abriu uma portinha e lá de cima gritou:

– Deu uma pane aqui! Preciso consertar. Vocês vão esperar ou querem uma senha?

Optamos pela senha e, na tarde seguinte, retornamos para assistir ao filme Avatar – e que os deuses do paraíso desçam e me ajudem a não me transformar em peristaltismos novamente durante a sessão.

Nijair Araújo Pinto

Crato-CE, 29 de dezembro de 2009.

01h32min

Sofrer

Por que sofrer...

Experimento, tento..

Errei nas escolhas, sei,

agindo inadequadamente.

Não fui apenas ator

neste caso especial.

Tornei-me vítima,

sendo fruto inevitável

do infindo processo humano.

Identifico meu erro primário

não valorando sentido a essa dor.

Se não faz valer a pena,

desvie a imagem da tela, por favor!

Preciso ser sábio.

Burlar minha precariedade...

Se na vida há maldade,

disfunção subjacente do amor,

dela depende o meu perdão.

Como incomoda o comodismo.

E o nascedouro do desamor

perpassa, transfigurado, pelo hábito

do que em nós há de pior.

Quero e devo, sempre:

saborear todo meu tempo.

Quebre, ó tormento, o meu orbe!

Revele-me da vida tudo...

Sou errante, homem ao vento.

Nijair Araújo Pinto

Crato-CE, 29 de dezembro de 2009.

22h04min

sábado, 26 de dezembro de 2009

Amigos de infância


Hoje não moro mais na cidade onde nasci. O trabalho e o meu temperamento um pouco intempestivo – na realidade o meu excesso de sinceridade e a mania quase irresistível de falar demais – culminaram com a minha transferência para o interior.
Foi um processo doloroso, dor íntima, espiritual. A distância da família, do meu pai doente, da minha mãe... Às vezes me surpreendia, sozinho, durante mais uma das incontáveis noites em claro, relembrando os momentos junto ao meu velho – todos os pais são especiais; as mães também. Entretanto, serei egoísta e não falarei aqui do meu primeiro e mais importante referencial de vida: o meu pai.

A vida nova me colocou lado a lado com periódicas idas e vindas entre a capital e o interior. As viagens eram fabulosas! Quando me deslocava durante o período noturno, tentava inutilmente adormecer e quase sempre chegava ao destino sentindo-me um trapo humano, exaustivamente degenerado pela travessia; não raros eram os momentos em que, sobressaltado, quase me erguia do banco numa e noutra curva mais acentuada; se optava por uma viagem tendo o Astro-rei como expectador, o causticante sol que não nos atingia devido à proteção dos condicionadores de ar dos ônibus, brindava-nos com paisagens de encanto raro, somente vistas quando em contato com a natureza.

Gostava de coletivos por duas razões. Uma delas era o preço – eu viajava gratuitamente. Era só colocar o uniforme e, todo sério, embarcar sob os olhares curiosos dos civis que ainda hoje acreditam que os militares são diferentes, seres metamorfoseados. Pior que somos mesmo! A segunda razão... Ah, esta é melhor, digamos que prudente, não revelar.

Mais uma viagem. Saímos vinte e uma horas e quarenta e cinco minutos. Chegamos por volta das seis horas da matina. Mais uma vez, eis um homem destruído. Liguei para minha residência e meu irmão não quis ir me buscar. Sendo assim, não me restava alternativa a não ser a de novamente andar sem ônus para o erário pessoal. Então, todo sério, lá me fui num dos coletivos da capital.

Cheguei à casa da minha mãe. Toquei a campainha. Ela demorava. Durante a angustiante demora, passa um amigo da época de escola. Estava barbado e aparentava bem mais que a minha idade, apesar de termos nascido no mesmo ano. Sou oriundo de um bairro suburbano e meus pais foram um dos fundadores. A vila onde nasci se formou, portanto, entre amigos quase irmãos.

Fazia tempo que não nos víamos. Nessas ocasiões, somos tomados inconscientemente por aquilo que chamam de nostalgia e existe mesmo uma necessidade tão quase irresistível quanto a minha já citada língua que não consegue calar. E não calamos. Relembramos as travessuras – criança sadia não faz outra coisa! As brigas entre bairros rivais vizinhos; as primeiras namoradas... Mas o tempo passou rápido demais e nos pusemos a falar do presente.

Perguntei sobre o Zé Caguinha – está preso, respondeu ele. E seu irmão, o Passarinho? ‘Ficou louco depois que a esposa foi embora com os filhos.’ E os outros? ‘O Neném faz bico como servente de pedreiro; a Fê trabalha em casa de família... E se seguiu um rosário de histórias tristes e fins trágicos, como o do Quermezé, assassinado durante uma troca de tiros com a Polícia.

– E você, rapaz? Perguntei finalmente.

– Eu, amigo, vou levando a vida como Deus quer...

– Oi, mãe! Estava dormindo?

– Sim, filho! Nem ouvi a campainha tocar. Tudo bem, Bil?

– Tudo. Como a senhora está?

– Na paz, graças a Deus.

Trocamos um forte aperto de mão e nos despedimos. Entrei. Não tive força nem coragem de tocar mais no assunto com minha mãe. Tomei o café em seco e apenas chorei, na minha solidão, durante o banho, lamentando as agruras da vida e os caminhos tão mal traçados que ela dá para pessoas nossas que eram tão próximas, mas que se distanciam a cada dia, levadas pelas dificuldades que se nos são peculiares e pelas escolhas que fazemos durante a caminhada.

Nijair Araújo Pinto
Juazeiro do Norte-CE, 15 de abril de 2008.
11h10min

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

BlogBlogs.Com.Br

Acidente premiado

– Vida de polícia é dura demais! Se ela prende o povo reclama; se não prende, reclamam também. Se age com firmeza e rigor durante as ações – é uma polícia ultrapassada, intransigente; se atua com cidadania, desrespeitam-na.

– Alto lá, camarada! Que estultícia é essa? A Polícia tem é moral... Você já viu o que acontece quando a Polícia chega num bar? Todo mundo fica em pé! É o policial pedir e o dono desliga o som. Os milicos entram de graça em clubes...

– Alto lá você também! Os milicos nada! Eu sou Bombeiro (militar), e já fui barrado várias vezes na entrada de clubes. Da última vez que isso me aconteceu eu reagi com firmeza. Quando meu amigo procurou por mim, deu de cara com o porteiro do clube agarrado ao portão de acesso e eu o segurando pelas longas barbichas e gritando: ‘– Não vai me deixar entrar, não! Não vai me deixar entrar, não, hein!’. Eu puxava era com força, rapaz! Por pouco não arranco a barba do homem.

– O povo só lembra que Bombeiro é autoridade quando está no sufoco... Nessas horas vocês são os caras!

– Civil folgado você, sabia?

– Também acho. Não sabe nada da vida de caserna e fica tirando onda.

– Calma! Estamos apenas conversando. Não posso falar o que penso? Na realidade vocês são pessoas de sorte. Estão empregados. Trabalham sem se preocupar com o dia de amanhã. Essas coisas que nas empresas privadas não há. Vocês têm Estabilidade.

– Por falar em sorte, vou confidenciar o que tive que fazer numa ocorrência. Envolve a questão da autoridade também.

– Veja lá o que você vai falar, hein! Não se esqueça que tem um paisana aqui.

– Posso ou não posso contar?

– Conte isso de uma vez...

– Então vamos aos fatos:

Eu estava de serviço como socorrista e o condutor da ambulância era o CB Praxedes. Por volta das vinte e duas horas entrou uma ocorrência de atropelamento e fomos ao local com a devida brevidade.

Tratava-se de um casal de namorados, colhidos por um automóvel numa das avenidas do centro da cidade. Em virtude do horário e considerando que o motorista do veículo evadiu sem prestar nenhum socorro às vítimas, encontramos os dois muito agitados e uma multidão de curiosos.

Eles pareciam discutir entre si quando desci da viatura e os abordei, tentando uma aproximação para iniciar o atendimento. De repente, o rapaz solta o verbo:

– Sai fora, otário! Ninguém aqui precisa de nada não, tá ligado?

Tentei acalmar os ânimos, mas o acidentado não estava entrando na minha e prosseguia nas agressões verbais:

– Meu irmão, sai fora! Se você tocar em mim eu processo você, tá ligado!

Como não havia perspectivas de sucesso nas negociações, voltei para a ambulância e informei ao CB Praxedes o que se sucedia. Ele pegou um modelo de declaração que havia na viatura, entregou-mo e disse:

– Leve pra ele assinar e vamos embora. Se não quer ser atendido, paciência.

Dirigi-me ao casal novamente, agora com o papel na mão, e pedi pra ele assinar a recusa ao atendimento:

– Bicho, tu é mané mermo! Quem é tu pra me fazer assinar isso?

Voltei transtornado para a ambulância e confesso que naquele momento me deu uma vontade tremenda de ser policial... Quando retornei para a viatura e o CB Praxedes me viu com a folha em branco, esbravejou:

– Você é um recruta muito do frouxo! Não consegue fazer uma pessoa assinar a droga de um papel! Vá lá e só volte com esse papel assinado, entendeu?

Eu fui. Em menos de um minuto, com a folha assinada, entro na ambulância e falo que já poderíamos voltar para o quartel. O CB Praxedes, assustado, pergunta:

– Que foi que você fez, recruta?

– Falei pra ele, chefe, que os Bombeiros sorteavam todo final de mês um televisor, uma geladeira e uma bicicleta entre as pessoas acidentadas na cidade... Foi molinho, ele assinou sem ler.

– Recruta desenrolado, gostei!

E voltamos para o quartel.

Dias depois, pra minha surpresa, o dito cujo aparece no grupamento perguntando na guarda quem tinha sido o sorteado do mês. O plantão da hora, sem saber do que se tratava, chamou o fiscal de dia... E o caso foi parar na sala do Major comandante. Ouvi bem quando o Major falou que tudo não passava de um engano. Ao sair da sala, o cidadão comentou com o comandante:

‘– Pode crê, comando! Deve ter sido uma lombra muito doida essa minha, tá ligado!’

E eu, amigos, também estava ligado, tá ligado, e saí de mansinho.

Crato-CE, 23 de outubro de 2008.

01h15min

Nijair Araújo Pinto